quarta-feira, 27 de maio de 2015

Irã ameaça atacar Israel em caso de agressão

Uma autoridade militar iraniana advertiu que seu país está pronto para atacar Haïfa e Tel Aviv com a ajuda do Hezbollah libanês em represália a um eventual ataque israelense, indicou nesta quinta-feira a televisão estatal.
Mais de 80.000 mísseis do Hezbollah estão prontos para serem disparados contra Tel Aviv e Haifa, declarou o general Yahya Rahim Safavi, conselheiro militar do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, citado pelo site da televisão estatal.
"O Irã, com o apoio do Hezbollah e de seus amigos, é capaz de destruir Tel Aviv e Haifa, em caso de agressão militar por parte dos sionistas", acrescentou.
"Eu não acredito que os sionistas são tão pouco inteligentes para criar um problema militar contra o Irã. Eles conhecem o poder do Irã e do Hezbollah (...) O Hezbollah libanês está muito próximo deles e mais de 80.000 mísseis estão prontos a ser disparados contra Tel Aviv e Haifa", reiterou.
O Irã não reconhece a existência de Israel e anuncia regularmente a sua destruição. Teerã também fornece ajuda financeira e militar a alguns grupos armados palestinos.
Estas observações foram feitas poucos dias depois das declarações do ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, que evocou em um discurso os ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki, "que fizeram 20 mil mortos" para forçar o Japão a se render durante a Segunda Guerra Mundial.
O representante do Irã nas Nações Unidas, Gholam-Ali Khoshrou, denunciou em uma carta o que ele apresentou como uma "ameaça nuclear", acrescentando que Israel tinha, assim, reconhecido implicitamente possuir armas nucleares.

Russos capturados na Ucrânia dizem ter seguido ordens

Dois russos capturados por forças ucranianas que combatem rebeldes pró-Rússia disseram a um jornal estarem na Ucrânia em uma missão para os militares russos, contradizendo a postura oficial de Moscou.
Falando de um leito de hospital em Kiev, um deles, Alexander Alexandrov, rompeu em lágrimas quando seu entrevistador lhe disse que seus parentes declararam à mídia estatal russa que ele desertou antes de ir para a Ucrânia.
“Por que estão virando as costas para mim?”, disse ele, segundo o semanário russo Novaya Gazeta. “Recebi uma ordem. Fiz um juramento à pátria-mãe... recebi uma ordem e, como militar, eu a executei”.
Os militares da Ucrânia declararam que os dois homens foram feridos durante uma troca de tiros no leste do país, e que estão sendo tratados dos ferimentos. As autoridades de Kiev disseram que eles serão acusados de “atos terroristas”.
Em um vídeo publicado na Internet nesta semana pelo Ministério do Interior ucraniano, Alexandrov afirmou estar em uma missão de espionagem na Ucrânia e que é um dos 14 membros de um grupo de forças especiais da cidade russa de Togliatti.

Iêmen tem novos ataques aéreos

Aviões de guerra liderados pela Arábia Sudita lançaram uma nova onda de ataques aéreos em todo o Iêmen neste sábado contra os rebeldes apoiados pelos Irã, disseram testemunhas.
Os ataques aéreos atingiram depósitos de armas sob o controle dos rebeldes xiitas huthis na cidade de Ghula, na província de Omran, norte de Sanaa, disseram moradores.
Outros bombardeios foram feitos em instalações de armazenamento de armas na capital. Houve explosões fatais e greves na base militar Dhabwa, atualmente sob controle rebelde.
Na província de Hodeida, um aeroporto militar foi bombardeado duas vezes pelos aviões de guerra da coalizão, de acordo com moradores.
A coalizão árabe intensificou os ataques aos huthis e seus aliados desde o fim do cessar-fogo humanitário, na noite de terça-feira.
Em Hajja, no norte do país, uma reunião de huthis foi atingida, matando pelo menos 12 dos combatentes xiitas, de acordo com testemunhas.
Os ataques aéreos também atingiram posições rebeldes em Dhamar, disseram as autoridades. Tanques e morteiros cruzaram alguns setores da região central, onde ocorreram intensos combates, segundo fontes tribais.
No sul do Iêmen, aviões de guerra acertaram rebeldes em combate com tribos locais em Ataq, capital da província de Shabwa, disseram fontes militares. Os combates deixaram pelo menos 28 mortos, incluindo 17 huthis e 11 integrantes de tribos.
Em Áden, confrontos assolam norte, leste e oeste da cidade portuária dividida entre rebeldes e combatentes leais ao presidente Abedrabbo Mansour Hadi.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou a campanha aérea contra os huthis no dia 26 de março, depois que rebeldes tomaram a capital e avançaram por Áden.
A Organização das Nações Unidas, que pretende promover uma conferência sobre o Iêmen em Genebra na próxima semana, informou que os conflitos mataram mais de 1.000 pessoas e deslocaram aproximadamente meio milhão de pessoas.