terça-feira, 31 de março de 2015

Pró-Rússia denunciam concentração de tropas ucranianas

Os separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia denunciaram a concentração de tropas governamentais nos arredores da cidade de Mariupol, na região de Donetsk, e voltaram a acusar Kiev de violar o cessar-fogo.
"Observamos um grande aumento da presença das tropas ucranianas nas cidades de Peski e Mariupol", disse Eduard Basurin, subchefe do comando militar rebelde, em entrevista coletiva.
"Apesar das declarações das autoridades ucranianas sobre a retirada da artilharia, continuamos recebendo informações sobre sua presença nas posições", destacou.
Segundo ele, "ao longo das últimas 24 horas, o cessar-fogo foi violado 51 vezes".
O número dois das milícias pró-russas denunciou a localização de quatro sistemas de mísseis BM-21 Grad ucranianos no distrito Gnutovo nas imediações de Mariupol.
Por outro lado, informou que os separatistas continuam a encontrar corpos queimados de soldados das Forças Armadas da Ucrânia sob os escombros do aeroporto de Donetsk.
Nos últimos dias foram encontrados 16 corpos de soldados ucranianos, além dos 373 que disseram ter sido achados até o início de março.
O aeroporto Sergei Prokofiev de Donetsk foi um dos principais focos de hostilidades entre os separatistas pró-Rússia e o exército ucraniano. Em janeiro ele teve o controle definitivamente tomado pelas milícias.
Basurin também expressou suas suspeitas sobre os empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Ucrânia.
"Normalmente as instituições financeiras internacionais nunca dão dinheiro onde há conflitos. Suponho que é para (financiar) a guerra", assinalou.

Conselho da ONU recomenda ações contra Estado Islâmico

Genebra - O conselho das Nações Unidas para os direitos humanos informou nesta quinta-feira que os combatentes do Estado Islâmico podem ter cometido genocídio contra a comunidade yazidi, minoritária no Iraque, bem como crimes contra a humanidade e crimes de guerra contra civis, incluindo crianças.
Em um relatório baseado em entrevistas com mais de cem supostas vítimas e testemunhas, o órgão pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que encaminhe o caso ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para a denúncia dos criminosos.
O relatório também ressalta que as forças do governo iraquiano e milícias aliadas "podem ​​ter cometido crimes de guerra", enquanto combatiam a insurgência.
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas iniciou a investigação em setembro, depois que o grupo militante Estado Islâmico (também conhecido como Isis ou Isil, suas siglas em inglês), se apoderou de grandes áreas do norte do Iraque.
O relatório firma que Conselho obteve "informações que apontam para genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra", e que o Conselho de Segurança deveria "considerar o encaminhamento da situação no Iraque ao Tribunal Penal Internacional".
Houve um "padrão de ataques" do Estado Islâmico contra os yazidis, assim como os cristãos e outras minorias quando cercavam cidades e aldeias no Iraque.
Os investigadores da ONU também citaram alegações de que o Estado Islâmico tinha usado gás de cloro, uma arma química proibida, contra soldados iraquianos na província ocidental de Anbar, em setembro.
As mulheres e crianças presas foram tratadas como "despojos de guerra", e muitas vezes submetidas a estupro ou a escravidão sexual, disse.
O relatório diz que os tribunais da sharia instaurados pelo grupo em Mossul também infligiram punições cruéis, incluindo o apedrejamento e amputação. "Treze adolescentes foram condenados à morte por assistir a um jogo de futebol", disse.
Os investigadores da ONU disseram que houve “amplas denúncias” de que forças do governo iraquiano usaram as chamadas bombas de barril, uma arma improvisada, de uso indiscriminado, proibida pelo direito internacional, mas essa acusação ainda requer mais investigações.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Governo canadense propõe combater Estado Islâmico na Síria

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, defendeu a proposta do governo de estender a missão militar que atua no Iraque por mais um ano e expandir as ações ao território Sírio. Ele fez um pronunciamento no dia 24 ao parlamento do Canadá, em Ottawa, capital do país.
Segundo ele, a ameaça do grupo extremista Estado Islâmico resiste ao combate da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, que inclui Grã-Bretanha, Austrália, Alemanha e outros países.
O primeiro-ministro destacou que os jihadistas não representam risco apenas na região onde se dá a guerra, mas também a outros países, incluindo o Canadá, alvo de dois atentados praticados por extremistas no ano passado.
“O território controlado pelo Estado Islâmico é substancial e a sua liderança sobre a rede de jihadistas continua”, disse. “Como o grupo Estado Islâmico ameaçou, ataques foram feitos em várias partes do mundo, especialmente aqui no Canadá”. Ele fez referência à invasão do parlamento, em outubro de 2014, por um canadense radical islâmico.
A missão militar do Canadá no Iraque envolve ajuda humanitária e logística; vigilância, combate aéreo e treinamento de tropas. Cerca de 600 militares foram destacados para a operação, que não inclui o combate em terra. O prazo para participação na missão termina no fim deste mês.
Em seu pronunciamento na Câmara dos Comuns, Harper disse que as razões para o Canadá continuar na guerra contra o Estado Islâmico até março de 2016 e incluir a Síria como território de combate são as mesmas que levaram o país a se juntar à coalizão internacional em 2014.
“Nós queremos enfraquecer a capacidade do Estado Islâmico de poder participar de movimentos militares de larga escala; de usar bases militares livremente; de ampliar sua presença na região e multiplicar ataques em territórios fora da região”, enumerou.
“O governo reconhece que a base de poder do Estado Islâmico fica na Síria. Os combatentes do grupo e seus equipamentos pesados trafegam livremente pela fronteira entre o Iraque e a Síria, em parte para escapar dos ataques aéreos da coalizão”, explicou.
Harper disse que para chegar à Síria, o governo canadense não pretende buscar o consentimento do país árabe, mas sim a cooperação com os Estados Unidos e outros aliados que atuam na região. A missão deve evitar o combate por terra, restringindo-se aos ataques aéreos.
Os dois principais líderes da oposição ao governo não apoiam a proposta. Thomas Mulcair, do Novo Partido Democrático, foi enfático: “Não é uma missão da ONU [Nações Unidas]. Não é sequer uma missão da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”.

EUA manterão 9.800 soldados no Afeganistão até o fim do ano

Os Estados Unidos manterão 9.800 soldados no Afeganistão até o final de 2015, anunciaram nesta terça-feira os dois países em um comunicado conjunto ao concluir uma reunião entre Barack Obama e o presidente afegão Ashraf Ghani.
"Como resposta ao pedido de flexibilidade do presidente Ghani, os Estados Unidos manterão seu nível atual de 9.800 soldados até o final de 2015", indica o texto difundido pela Casa Branca.
O texto também reafirma o prazo para a retirada total no final de 2016.
O plano de redução de tropas americanas em 2016 será estabelecido ao longo deste ano até chegar a uma presença militar exclusivamente vinculada à embaixada dos Estados Unidos em Cabul antes do fim de 2016, informou a Casa Branca.
"Consultei o general (que comanda as tropas americanas ali, John) Campbell no Afeganistão e decidiu manter nossa posição atual até o final do ano", disse o presidente Barack Obama durante uma conferência de imprensa conjunta com Ghani.
Esta "flexibilidade reflete nossa revigorada associação com o Afeganistão, que tem como objetivo tornar o Afeganistão mais seguro e evitar que seja usado para lançar ataques terroristas", acrescentou Obama.
O presidente Ghani, por sua vez, prestou nova homenagem aos americanos que perderam a vida ou ficaram feridos em seu país. "Vocês ficaram do nosso lado e queria agradecer-lhes", afirmou.
Obama também destacou que Washington e Cabul tiveram a oportunidade de escrever "um novo capítulo".
"Com o novo governo do Afeganistão e o fim da nossa missão de combate, esta visita é uma oportunidade para iniciar um novo capítulo entre nossas duas nações", disse Obama, agradecendo ao colega afegão e ao chefe do Executivo, Abdullah Abdullah, por seu "firme apoio à associação entre os dois países".
Obama se comprometeu há muito tempo a retirar as tropas americanas antes do fim de 2016, quando termina seu mandato. Mas muitos funcionários afegãos defendem, em caráter privado, manter as tropas americanas após esta data.

terça-feira, 24 de março de 2015

. OS CONFLITOS MUNDIAIS NA ATUALIDADE


  • 1. Hoje existem cerca de 30 regiões no mundo onde ocorrem conflitos armados. (Mapa do site da ONU)
  • 2. - Os principais motivos dos conflitos são: Étnicos – ETNIA – grupo de identidade unido por fatores biológicos (raça) e culturais (nacionalidade, língua religião, costumes. Políticos e ideológicos. Territoriais. Econômicos. Recursos naturais.
  • 3. - Os conflitos podem ser: Externos: quando envolvem disputas entre dois ou mais países. Internos: quando envolvem disputas entre grupos que pertencem a um único país.
  • 4. Os principais conflitos mundiais da atualidade são: A questão do ORIENTE MÉDIO. O TERRORISMO EUROPEU. O NARCOTRÁFICO NA AMÉRICA DO SUL. OS CONFLITOS AFRICANOS.
  • 5. O ORIENTE MÉDIO
  • 6. A Bíblia diz que Abraão gerou um filho, Isaac. Além de Isaac, gerou um filho bastardo, Ismael. Isaac tornou-se o pai de todos os judeus e Ismael, o pai de todos os árabe-palestinos. Uma guerra entre dois clãs irmãos, que atravessa mais de 5.000 anos.
  • 7. 1948 – Fundação do Estado de Israel, após acordo mediado pela ONU. Os limites e os acordos sobre a distribuição territorial entre Judeus e Palestinos nunca foi totalmente respeitado e reconhecido por ambas as partes.
  • 8. Fronteiras dividindo o território entre Judeus e Palestinos já foram marcadas e remarcadas diversas vezes, e sempre que está para ocorrer um acordo de paz entre ambas as partes, os radicais de ambos os lados acabam interferindo, dando continuidade à violência.
  • 9. Interesses internacionais numa região estrategicamente situada entre três continentes, rica em petróleo, tornam as disputas ainda mais complexas.
  • 10. Questões étnico-religiosas misturam-se a questões políticas e econômicas. O fundamentalismo muçulmano age em forma de terrorismo, enquanto o capital judeu, oriundo principalmente dos Estados Unidos, financia a repressão Israelense. A violência acaba se estendendo a outros países da região, e mesmo a países distantes, porém envolvidos.
  • 11. •Alguns dos principais episódios deste conflito: •O assassinato dos atletas israelenses nas olimpíadas de Munique em 1972. •A Guerra Irã X Iraque, entre 1980 e 1990. •A Guerra do Golfo entre 1990 e 1991. •O maior atentado terrorista da história, com a destruição das torres gêmeas de Nova York e milhares de mortos em 11 de setembro de 2001.
  • 12. O TERRORISMO EUROPEU.
  • 13. Na Espanha os bascos querem independência, o ETA – Exército Separatista Basco, pratica atos terroristas, apaziguados no momento.
  • 14. Irlanda do Norte - católicos querem a separação da Inglaterra - ações terroristas do IRA – Exército Republicano Irlandês. Destaque para o trabalho humanista e político do astro do rock Bono Vox.
  • 15. O NARCOTRÁFICO NA AMÉRICA DO SUL.
  • 16. O passado colonial,o subdesenvolvimento, as ditaduras e a instabilidade política estimulou o surgimento de movimentos guerrilheiros na América do Sul
  • 17. Tais movimentos, de inspiração socialista, devido à repressão desapareceram do continente nos anos 70, exceto na Colômbia onde a guerrilha das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - aliouse ao narcotráfico
  • 18. Passagem obrigatória das ricas rotas de tráfico para a Europa, o reflexo do fortalecimento do narcotráfico na América do Sul é sentido de forma intensa no Brasil, onde se desenvolveu um Estado paralelo com base nas favelas cariocas, financiado pelo narcotráfico que investe pesado em armamentos, gerando violência constante.
  • 19. A QUESTÃO AFRICANA..
  • 20. Continente marcado pelo profundo subdesenvolvimento, pela miséria, pelo atraso político e social e recente passado colonial, na África ocorrem inúmeros conflitos, centrados principalmente em questões étnicas, guerras civis e disputas territoriais. É o maior desafio para o futuro da comunidade internacional.
  • 22. Somália: guerra civil de insurgência muçulmana. Ruanda e Burundi: guerra de etnias entre Tutsis e Hutus. E mais conflitos em Mali, Senegal, Serra Leoa, Argélia, Chade, Sudão e vários outros. Angola e Uganda: guerras civis de motivo político.