quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ucrânia alerta para risco de guerra total com a Rússia

A Ucrânia alertou nesta quinta-feira para a ameaça de uma "guerra total" com a Rússia, acusada de apoiar os rebeldes separatistas no leste do país, no dia seguinte a uma escalada da violência que deixou 26 mortos em violentos combates.
A União Europeia, bem como Paris e Berlim, que patrocinaram os frágeis acordos de paz de Minsk 2, expressaram sua preocupação relacionada a uma retomada dos combates no leste do país.
A UE denunciou nesta quinta-feira a escalada dos confrontos no leste do país, estimando que se trata da violação mais grave do cessar-fogo alcançado em fevereiro.

Os confrontos de quarta-feira nas proximidades de Mariinka, cidade sob controle de Kiev, foram os mais violentos desde a tomada pelos rebeldes do enclave ferroviário estratégico de Debaltseve, entre os redutos separatistas de Donetsk e Lugansk, pouco após a entrada em vigor do cessar-fogo em 15 de fevereiro.
"A ameaça de uma retomada de ações militares de grande envergadura de grupos terroristas russos continua sendo gigantesca", declarou o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, em seu discurso anual no Parlamento, no qual afirmou que mais de 9.000 soldados russos estão atualmente na Ucrânia.
"Em razão da ameaça permanente de um lançamento pela Rússia de uma guerra total contra a Ucrânia, a defesa de nosso país se tornou uma prioridade", indicou, acrescentando que mais de 50.000 "heróis ucranianos" estão no leste para "defender o país".
Neste contexto, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, considerou nesta quinta-feira que a Rússia é mais agressiva que há uns anos, mas que não constitui uma ameaça imediata para os países da aliança atlântica.
Stoltenberg descreveu uma Rússia muito remilitarizada "que, infelizmente, é mais agressiva que há uns anos" e que não hesita "em recorrer à força militar para mudar as fronteiras na Europa", citando os exemplos de Crimeia, Ucrânia e Geórgia.
Kiev e os países ocidentais acusam a Rússia, que se anexou à península da Crimeia há mais de um ano, de armar os separatistas no leste da Ucrânia e de ter mobilizado suas tropas, o que Moscou nega.
Em um documento publicado na quarta-feira, a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) indicou ter observado o "movimento de um grande número de armas pesadas nos territórios controlados pela República Popular de Donetsk, geralmente a oeste da linha de frente, perto de Mariinka, antes e durante os combates".
A OSCE, cuja missão é observar os acontecimentos no leste da Ucrânia, disse que havia visto oito veículos blindados que se dirigiam a oeste, quatro dos quais eram carros, assim como um caminhão militar transportando uma peça de artilharia de calibre de 122 milímetros e uma coluna de infantaria.
A missão, baseada em Donetsk, informou que havia ouvido cem disparos de artilharia, lançados nos arredores de Donetsk entre as 04h40 e as 04h40 locais de quarta-feira, assim como tiros procedentes de lança-foguetes múltiplos Grad.
A União Europeia fez eco às preocupações, dizendo que "os violentos combates ao redor da localidade de Mariinka, perto de Donetsk, no leste da Ucrânia, constituem a mais grave violação do cessar-fogo (...) desde fevereiro", declarou uma porta-voz da diplomacia do bloco.
Ante o aumento da violência, o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, denunciou nesta quinta-feira que o processo de paz no leste da Ucrânia pode "explodir em pedaços" pelas ações de Kiev.
O diplomata declarou à agência oficial Interfax que os acordos de paz de Minsk 2, assinados em 12 de fevereiro, "estão permanentemente ameaçados pelas ações lançadas pelas autoridades de Kiev".
As autoridades ucranianas acusaram os separatistas pró-russos de terem desencadeado na quarta-feira ao amanhecer uma grande ofensiva com mais de dez carros de combate e mil efetivos contra suas posições em Mariinka.
O balanço de mortos chega a 26. Um representante da auto-proclamada República Popular de Donetsk, Eduard Bassurine, disse à AFP que 16 rebeldes e cinco civis foram mortos nas últimas 24 horas. Por sua vez, Yuri Biryukov, conselheiro próximo ao presidente ucraniano, contabilizou cinco soldados mortos em sua página no Facebook.
Esta escalada de violência aumenta os temores de que os acordos de Minsk, que visam acabar com uma crise que levou a um confronto sem precedentes desde a Guerra Fria entre a Rússia e o Ocidente, se quebrem. O conflito no leste já custou mais de 6.400 vidas desde o seu início, em abril de 2014.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Irã ameaça atacar Israel em caso de agressão

Uma autoridade militar iraniana advertiu que seu país está pronto para atacar Haïfa e Tel Aviv com a ajuda do Hezbollah libanês em represália a um eventual ataque israelense, indicou nesta quinta-feira a televisão estatal.
Mais de 80.000 mísseis do Hezbollah estão prontos para serem disparados contra Tel Aviv e Haifa, declarou o general Yahya Rahim Safavi, conselheiro militar do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, citado pelo site da televisão estatal.
"O Irã, com o apoio do Hezbollah e de seus amigos, é capaz de destruir Tel Aviv e Haifa, em caso de agressão militar por parte dos sionistas", acrescentou.
"Eu não acredito que os sionistas são tão pouco inteligentes para criar um problema militar contra o Irã. Eles conhecem o poder do Irã e do Hezbollah (...) O Hezbollah libanês está muito próximo deles e mais de 80.000 mísseis estão prontos a ser disparados contra Tel Aviv e Haifa", reiterou.
O Irã não reconhece a existência de Israel e anuncia regularmente a sua destruição. Teerã também fornece ajuda financeira e militar a alguns grupos armados palestinos.
Estas observações foram feitas poucos dias depois das declarações do ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, que evocou em um discurso os ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki, "que fizeram 20 mil mortos" para forçar o Japão a se render durante a Segunda Guerra Mundial.
O representante do Irã nas Nações Unidas, Gholam-Ali Khoshrou, denunciou em uma carta o que ele apresentou como uma "ameaça nuclear", acrescentando que Israel tinha, assim, reconhecido implicitamente possuir armas nucleares.

Russos capturados na Ucrânia dizem ter seguido ordens

Dois russos capturados por forças ucranianas que combatem rebeldes pró-Rússia disseram a um jornal estarem na Ucrânia em uma missão para os militares russos, contradizendo a postura oficial de Moscou.
Falando de um leito de hospital em Kiev, um deles, Alexander Alexandrov, rompeu em lágrimas quando seu entrevistador lhe disse que seus parentes declararam à mídia estatal russa que ele desertou antes de ir para a Ucrânia.
“Por que estão virando as costas para mim?”, disse ele, segundo o semanário russo Novaya Gazeta. “Recebi uma ordem. Fiz um juramento à pátria-mãe... recebi uma ordem e, como militar, eu a executei”.
Os militares da Ucrânia declararam que os dois homens foram feridos durante uma troca de tiros no leste do país, e que estão sendo tratados dos ferimentos. As autoridades de Kiev disseram que eles serão acusados de “atos terroristas”.
Em um vídeo publicado na Internet nesta semana pelo Ministério do Interior ucraniano, Alexandrov afirmou estar em uma missão de espionagem na Ucrânia e que é um dos 14 membros de um grupo de forças especiais da cidade russa de Togliatti.

Iêmen tem novos ataques aéreos

Aviões de guerra liderados pela Arábia Sudita lançaram uma nova onda de ataques aéreos em todo o Iêmen neste sábado contra os rebeldes apoiados pelos Irã, disseram testemunhas.
Os ataques aéreos atingiram depósitos de armas sob o controle dos rebeldes xiitas huthis na cidade de Ghula, na província de Omran, norte de Sanaa, disseram moradores.
Outros bombardeios foram feitos em instalações de armazenamento de armas na capital. Houve explosões fatais e greves na base militar Dhabwa, atualmente sob controle rebelde.
Na província de Hodeida, um aeroporto militar foi bombardeado duas vezes pelos aviões de guerra da coalizão, de acordo com moradores.
A coalizão árabe intensificou os ataques aos huthis e seus aliados desde o fim do cessar-fogo humanitário, na noite de terça-feira.
Em Hajja, no norte do país, uma reunião de huthis foi atingida, matando pelo menos 12 dos combatentes xiitas, de acordo com testemunhas.
Os ataques aéreos também atingiram posições rebeldes em Dhamar, disseram as autoridades. Tanques e morteiros cruzaram alguns setores da região central, onde ocorreram intensos combates, segundo fontes tribais.
No sul do Iêmen, aviões de guerra acertaram rebeldes em combate com tribos locais em Ataq, capital da província de Shabwa, disseram fontes militares. Os combates deixaram pelo menos 28 mortos, incluindo 17 huthis e 11 integrantes de tribos.
Em Áden, confrontos assolam norte, leste e oeste da cidade portuária dividida entre rebeldes e combatentes leais ao presidente Abedrabbo Mansour Hadi.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou a campanha aérea contra os huthis no dia 26 de março, depois que rebeldes tomaram a capital e avançaram por Áden.
A Organização das Nações Unidas, que pretende promover uma conferência sobre o Iêmen em Genebra na próxima semana, informou que os conflitos mataram mais de 1.000 pessoas e deslocaram aproximadamente meio milhão de pessoas.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Rússia responsabiliza Kiev por descumprir acordos de paz

Moscou - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, responsabilizou nesta segunda-feira as autoridades de Kiev pelo descumprimento dos acordos de paz para as regiões separatistas no leste da Ucrânia.
"Infelizmente, os acordos de Minsk não estão sendo cumpridos, sobretudo por culpa do governo da Ucrânia", disse Lavrov em entrevista coletiva conjunta com o ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, após encontro de ambos.
Segundo o chanceler russo, "há mais que suficientes" exemplos do descumprimento dos acordos por parte de Kiev.
Particularmente, Lavrov se referiu à lei aprovada pelo parlamento da Ucrânia sobre o status especial das regiões de Lugansk e Donetsk, controladas parcialmente pelos separatistas pró-Rússia.
"Essa lei deveria ser adotada após acordo cos representantes de Lugansk e Donetsk, mas não ocorreu assim", criticou.
Segundo Lavrov, a Rússia se "preocupa com a continuidade das repetidas violações do regime de cessar-fogo, que foram de grande intensidade nos últimos dias".
"A situação agora, aparentemente, se tranquilizou. Nós vamos ajudar ativamente para que esta tendência se fortaleça", garantiu.
O chanceler russo admitiu que as milícias rebeldes também descumprem a trégua, mas atribuiu a maior parte da responsabilidade aos militares ucranianos.
Em relações à sanções ocidentais contra a Rússia, Lavrov disse que Moscou não pedirá seu levantamento.
"Já dissemos muitas vezes que não pedimos a ninguém que levante as sanções. Essas sanções foram adotadas por motivos inventados e isso recai sobre suas consciências", disse.

Guerra no Iêmen soma 140 mortos sem ajuda humanitária

Novos combates no sul do Iêmen entre os rebeldes xiitas e partidários do presidente apoiado pela Arábia Saudita fizeram 140 mortos, enquanto o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) se esforça para entregar ajuda humanitária aos civis prejudicados pelo conflito.
No 12º dia da campanha de bombardeios liderada pela Arábia Saudita, os combates se centravam no sul, onde ao menos 140 pessoas morreram, entre elas 53 em Áden, segunda maior cidade do país, informaram diversas fontes.
A situação humanitária piora a cada dia no país, e os hospitais, que carecem de medicamentos, não podem atender às centenas de feridos do conflito.
Mas nenhuma ajuda consegue chegar do exterior. O CICV afirma estar enfrentando muitos problemas logísticos para proporcionar ajuda.
"Temos as autorizações para enviar um avião de carga com material médico", declarou à AFP um porta-voz da CICV, Sitara Jabeen. "mas cada vez menos aparelhos pode pousar no aeroporto da capital Sanaa, em mãos dos rebeldes xiitas", explicou.
Cerca de 48 toneladas de medicamentos e de kits cirúrgicos esperam autorização para serem levados para o Iêmen por avião ou barco, segundo a CICV, que também está pronta para expedir tendas, geradores e equipamentos para reparar as redes de fornecimento de água.
A situação é particularmente grave em Áden, a grande cidade portuária do sul. Os confrontos resultaram "na morte de 17 civis e de 10 combates dos comitês populares", partidários do presidente Abd Rabbo Mansur Hadi refugiado em Riad, desde domingo, segundo uma fonte médica.
Por sua vez, uma fonte militar evocou 27 mortos entres os rebeldes xiitas huthis, apoiados pelo Irã.
Os Estados Unidos admitiram nesta segunda-feira que são incapazes de retirar por via aérea seus cidadãos no Iêmen, cujos aeroportos estão fechados, e os exortou a deixar o país por via marítima, em embarcações de outros países.
"Enviamos mensagens urgentes aos americanos que permanecem no Iêmen para informá-los sobre a possibilidade de sair do país", disse a porta-voz do departamento de Estado Marie Harf, insistindo sobre as "possibilidades marítimas" - em alusão aos navios estrangeiros que realizam, por exemplo, o cruzamento entre Aden (sul) e Djibuti.
Novos ataques
Esses milicianos e seus aliados, soldados leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que tomaram no ano passado a capital Sanaa e grandes partes do norte e centro do país, lançou uma ofensiva no início de março em Áden. Eles assumiram o controle no domingo da sede da administração provincial.
Os rebeldes tentavam nesta segunda-feira, de acordo com testemunhas, avançar no bairro de Al-Moalla, para tomar um porto próximo. Eles enfrentaram a resistência dos "comitês populares", que receberam armas e munições da coalizão árabe.
No início da tarde, uma espessa coluna de fumaça se formava acima de um posto de gasolina, perto de aeroporto de Áden, de acordo com um fotógrafo da AFP.
Em Dhaleh, também no sul, os combates deixaram pelo menos 19 mortos entre os rebeldes e 15 entre os membros dos "comitês populares", indicou à AFP uma autoridade provincial.
Em Zinjibar, capital da província de Abyan, a leste de Áden, os membros dos "comitês populares" cercam desde domingo à noite a Brigada 115 do Exército, leais ao ex-presidente Saleh e que se aliaram aos huthis, de acordo com partidários de Hadi.
Os "comitês populares" tomaram domingo à noite, com o apoio de homens de tribos vizinhas, o controle da cidade de Dufes, na estrada entre Zinjibar e Áden. Os combates causaram duas mortes entre os soldados do exército e cinco entre os huthis, segundo fontes médicas.
Em Lahj, a oeste de Áden, os ataques da coalizão tiveram como alvo a base aérea de Al-Anad e um acampamento militar nas proximidades, onde dez rebeldes foram mortos, de acordo com uma fonte militar.
Arábia 'não vai à guerra'
A Jordânia, membro da coalizão árabe, anunciou nesta segunda-feira a retirada, via Arábia Saudita, de 130 de seus cidadãos no Iêmen, elevando a 287 o número de jordanianos resgatados do país.
Três aviões indianos e um quarto russo aterrissaram nesta segunda em Sanaa para operações de evacuação, relatou um fotógrafo da AFP.
A França também evacuou por via marítima, com um navio no porto de Balhaf (leste), 63 cidadãos de diferentes nacionalidades, incluindo 23 franceses, para o Djibouti, segundo uma fonte oficial.
No Paquistão, a participação ou não na coalizão no Iêmen ainda está sendo debatida, enquanto a Arábia Saudita pediu a seu aliado sunita aviões, navios de guerra e tropas terrestres.
O debate tem sido particularmente intenso no Paquistão, que possui quase 20% de xiitas, tornando-se o segundo país do Islã xiita depois do Irã.
Em Riad, o Conselho de Ministros, presidido pelo rei Salman, reiterou nesta segunda-feira que o reino saudita "não estava indo para a guerra" e que a sua campanha no Iêmen visa "socorrer um vizinho e uma autoridade legítima".

Líbano recebe armas financiadas pela Arábia Saudita

O Exército libanês recebeu nesta segunda-feira um primeiro carregamento de armas francesas financiadas por uma doação saudita de 3 bilhões de dólares para de melhorar a resposta à ameaça jihadista proveniente da Síria.
A entrega de 48 mísseis antitanques Milan foi feita na base aérea de Beirute, onde foi realizada uma cerimônia na presença dos ministros francês e libanês da Defesa, respectivamente Jean-Yves Le Drian e Samir Mokbel.
Um total de 250 veículos de combate e transporte de tropas, sete helicópteros Cougar, três corvetas e vários equipamentos de reconhecimento, interceptação e comunicação renovará até 2019 um material obsoleto ou insuficiente.
França e Arábia Saudita esperam contribuir assim para a estabilidade do Líbano, país que continua fragilizado por 15 anos de guerra civil (1975-1990) e fortes tensões confessionais, e que agora enfrenta a incursão de jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) ou da Frente Al Nosra, facção síria da Al-Qaeda.

Coalizão de milícias bombardeiam o Estado Islâmico na Líbia

A coalizão de milícias Fajr Libya, que controla a capital do país, lançou na tarde de quinta-feira bombardeios aéreos contra posições do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em Sirte, 450 km a leste de Trípoli, segundo autoridades e testemunhas.
"Um avião de combate da Fajr Libya lançou na tarde de quinta-feira vários bombardeios contra locais onde se encontravam membros do braço líbio do EI" em Sirte, declarou à AFP uma autoridade local, que pediu o anonimato.
Segundo esta fonte, os bombardeios tinham como alvo um complexo onde o EI instalou seu centro de comando e controle.
Desde quarta-feira, o EI e um batalhão de infantaria do Fajr Libya travam em Sirte violentos combates com armas pesadas, disse um porta-voz do batalhão, Sadd Jaled Bu Jazi.
A Líbia está afundada no caos após a morte de Muanmar Kadhafi. A Fajr Libya se apoderou em 2014 de Trípoli, obrigando o governo reconhecido pela comunidade internacional, assim como o Parlamento, a se exilar no leste do país.
Um governo rival sob influência da Fajr Libya se autoproclamou em Trípoli.
Aproveitando esta instabilidade, o EI se infiltrou na Líbia, e controla em especial zonas na região de Sirte.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Coreia diz que pode disparar míssil "a qualquer momento"

 A Coreia do Norte tem a capacidade de disparar uma arma nuclear e usaria um míssil nuclear em retaliação se for atacada, disse o embaixador do país na Grã-Bretanha à Sky News nesta sexta-feira.
"Não são os Estados Unidos que têm um monopólio sobre ataques com armas nucleares", disse o embaixador Hyun Hak-bong à Sky na embaixada do país asiático isolado, em Londres.
Questionado se isso significava que a Coreia do Norte, que abandonou o Tratado de Não Proliferação Nuclear em 1993, tinha a capacidade de disparar um míssil nuclear agora, ele respondeu: "A qualquer momento, qualquer momento, sim."
"Se os Estados Unidos nos atacarem, devemos contra-atacar. Estamos prontos para guerra convencional com guerra convencional, estamos prontos para guerra nuclear com guerra nuclear. Não queremos guerra, mas não temos medo da guerra", acrescentou.
Num discurso em 3 de março, o ministro do Exterior norte-coreano, Ri Su Yong, disse que seu país tinha o poder de deter uma "crescente ameaça nuclear" dos Estados Unidos com um ataque preventivo se necessário.
Ele também denunciou exercícios militares realizados pela Coreia do Sul e os EUA como provocativos.
Os EUA disseram que estão seriamente preocupados com o trabalho nuclear da Coreia do Norte, que alegam que violam acordos internacionais.
A Coreia do Norte realizou três detonações nucleares, a mais recente em fevereiro de 2013.
O comando das forças norte-americanas na Coreia do Sul disse em outubro que acreditava que Pyongyang tinha a capacidade de construir uma ogiva nuclear que poderia ser acoplada a um míssil balístico, embora não tivesse evidências de que o país teria dado esse passo.
Um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano se recusou a comentar "sobre assuntos de inteligência" quando perguntado se a Coreia do Norte era capaz de disparar um míssil nuclear, mas afirmou que os EUA permaneciam "totalmente preparados para dissuadir, se defender e responder à ameaça representada pelo Coreia Do Norte".

terça-feira, 31 de março de 2015

Pró-Rússia denunciam concentração de tropas ucranianas

Os separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia denunciaram a concentração de tropas governamentais nos arredores da cidade de Mariupol, na região de Donetsk, e voltaram a acusar Kiev de violar o cessar-fogo.
"Observamos um grande aumento da presença das tropas ucranianas nas cidades de Peski e Mariupol", disse Eduard Basurin, subchefe do comando militar rebelde, em entrevista coletiva.
"Apesar das declarações das autoridades ucranianas sobre a retirada da artilharia, continuamos recebendo informações sobre sua presença nas posições", destacou.
Segundo ele, "ao longo das últimas 24 horas, o cessar-fogo foi violado 51 vezes".
O número dois das milícias pró-russas denunciou a localização de quatro sistemas de mísseis BM-21 Grad ucranianos no distrito Gnutovo nas imediações de Mariupol.
Por outro lado, informou que os separatistas continuam a encontrar corpos queimados de soldados das Forças Armadas da Ucrânia sob os escombros do aeroporto de Donetsk.
Nos últimos dias foram encontrados 16 corpos de soldados ucranianos, além dos 373 que disseram ter sido achados até o início de março.
O aeroporto Sergei Prokofiev de Donetsk foi um dos principais focos de hostilidades entre os separatistas pró-Rússia e o exército ucraniano. Em janeiro ele teve o controle definitivamente tomado pelas milícias.
Basurin também expressou suas suspeitas sobre os empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Ucrânia.
"Normalmente as instituições financeiras internacionais nunca dão dinheiro onde há conflitos. Suponho que é para (financiar) a guerra", assinalou.

Conselho da ONU recomenda ações contra Estado Islâmico

Genebra - O conselho das Nações Unidas para os direitos humanos informou nesta quinta-feira que os combatentes do Estado Islâmico podem ter cometido genocídio contra a comunidade yazidi, minoritária no Iraque, bem como crimes contra a humanidade e crimes de guerra contra civis, incluindo crianças.
Em um relatório baseado em entrevistas com mais de cem supostas vítimas e testemunhas, o órgão pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que encaminhe o caso ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para a denúncia dos criminosos.
O relatório também ressalta que as forças do governo iraquiano e milícias aliadas "podem ​​ter cometido crimes de guerra", enquanto combatiam a insurgência.
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas iniciou a investigação em setembro, depois que o grupo militante Estado Islâmico (também conhecido como Isis ou Isil, suas siglas em inglês), se apoderou de grandes áreas do norte do Iraque.
O relatório firma que Conselho obteve "informações que apontam para genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra", e que o Conselho de Segurança deveria "considerar o encaminhamento da situação no Iraque ao Tribunal Penal Internacional".
Houve um "padrão de ataques" do Estado Islâmico contra os yazidis, assim como os cristãos e outras minorias quando cercavam cidades e aldeias no Iraque.
Os investigadores da ONU também citaram alegações de que o Estado Islâmico tinha usado gás de cloro, uma arma química proibida, contra soldados iraquianos na província ocidental de Anbar, em setembro.
As mulheres e crianças presas foram tratadas como "despojos de guerra", e muitas vezes submetidas a estupro ou a escravidão sexual, disse.
O relatório diz que os tribunais da sharia instaurados pelo grupo em Mossul também infligiram punições cruéis, incluindo o apedrejamento e amputação. "Treze adolescentes foram condenados à morte por assistir a um jogo de futebol", disse.
Os investigadores da ONU disseram que houve “amplas denúncias” de que forças do governo iraquiano usaram as chamadas bombas de barril, uma arma improvisada, de uso indiscriminado, proibida pelo direito internacional, mas essa acusação ainda requer mais investigações.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Governo canadense propõe combater Estado Islâmico na Síria

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, defendeu a proposta do governo de estender a missão militar que atua no Iraque por mais um ano e expandir as ações ao território Sírio. Ele fez um pronunciamento no dia 24 ao parlamento do Canadá, em Ottawa, capital do país.
Segundo ele, a ameaça do grupo extremista Estado Islâmico resiste ao combate da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, que inclui Grã-Bretanha, Austrália, Alemanha e outros países.
O primeiro-ministro destacou que os jihadistas não representam risco apenas na região onde se dá a guerra, mas também a outros países, incluindo o Canadá, alvo de dois atentados praticados por extremistas no ano passado.
“O território controlado pelo Estado Islâmico é substancial e a sua liderança sobre a rede de jihadistas continua”, disse. “Como o grupo Estado Islâmico ameaçou, ataques foram feitos em várias partes do mundo, especialmente aqui no Canadá”. Ele fez referência à invasão do parlamento, em outubro de 2014, por um canadense radical islâmico.
A missão militar do Canadá no Iraque envolve ajuda humanitária e logística; vigilância, combate aéreo e treinamento de tropas. Cerca de 600 militares foram destacados para a operação, que não inclui o combate em terra. O prazo para participação na missão termina no fim deste mês.
Em seu pronunciamento na Câmara dos Comuns, Harper disse que as razões para o Canadá continuar na guerra contra o Estado Islâmico até março de 2016 e incluir a Síria como território de combate são as mesmas que levaram o país a se juntar à coalizão internacional em 2014.
“Nós queremos enfraquecer a capacidade do Estado Islâmico de poder participar de movimentos militares de larga escala; de usar bases militares livremente; de ampliar sua presença na região e multiplicar ataques em territórios fora da região”, enumerou.
“O governo reconhece que a base de poder do Estado Islâmico fica na Síria. Os combatentes do grupo e seus equipamentos pesados trafegam livremente pela fronteira entre o Iraque e a Síria, em parte para escapar dos ataques aéreos da coalizão”, explicou.
Harper disse que para chegar à Síria, o governo canadense não pretende buscar o consentimento do país árabe, mas sim a cooperação com os Estados Unidos e outros aliados que atuam na região. A missão deve evitar o combate por terra, restringindo-se aos ataques aéreos.
Os dois principais líderes da oposição ao governo não apoiam a proposta. Thomas Mulcair, do Novo Partido Democrático, foi enfático: “Não é uma missão da ONU [Nações Unidas]. Não é sequer uma missão da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”.

EUA manterão 9.800 soldados no Afeganistão até o fim do ano

Os Estados Unidos manterão 9.800 soldados no Afeganistão até o final de 2015, anunciaram nesta terça-feira os dois países em um comunicado conjunto ao concluir uma reunião entre Barack Obama e o presidente afegão Ashraf Ghani.
"Como resposta ao pedido de flexibilidade do presidente Ghani, os Estados Unidos manterão seu nível atual de 9.800 soldados até o final de 2015", indica o texto difundido pela Casa Branca.
O texto também reafirma o prazo para a retirada total no final de 2016.
O plano de redução de tropas americanas em 2016 será estabelecido ao longo deste ano até chegar a uma presença militar exclusivamente vinculada à embaixada dos Estados Unidos em Cabul antes do fim de 2016, informou a Casa Branca.
"Consultei o general (que comanda as tropas americanas ali, John) Campbell no Afeganistão e decidiu manter nossa posição atual até o final do ano", disse o presidente Barack Obama durante uma conferência de imprensa conjunta com Ghani.
Esta "flexibilidade reflete nossa revigorada associação com o Afeganistão, que tem como objetivo tornar o Afeganistão mais seguro e evitar que seja usado para lançar ataques terroristas", acrescentou Obama.
O presidente Ghani, por sua vez, prestou nova homenagem aos americanos que perderam a vida ou ficaram feridos em seu país. "Vocês ficaram do nosso lado e queria agradecer-lhes", afirmou.
Obama também destacou que Washington e Cabul tiveram a oportunidade de escrever "um novo capítulo".
"Com o novo governo do Afeganistão e o fim da nossa missão de combate, esta visita é uma oportunidade para iniciar um novo capítulo entre nossas duas nações", disse Obama, agradecendo ao colega afegão e ao chefe do Executivo, Abdullah Abdullah, por seu "firme apoio à associação entre os dois países".
Obama se comprometeu há muito tempo a retirar as tropas americanas antes do fim de 2016, quando termina seu mandato. Mas muitos funcionários afegãos defendem, em caráter privado, manter as tropas americanas após esta data.

terça-feira, 24 de março de 2015

. OS CONFLITOS MUNDIAIS NA ATUALIDADE


  • 1. Hoje existem cerca de 30 regiões no mundo onde ocorrem conflitos armados. (Mapa do site da ONU)
  • 2. - Os principais motivos dos conflitos são: Étnicos – ETNIA – grupo de identidade unido por fatores biológicos (raça) e culturais (nacionalidade, língua religião, costumes. Políticos e ideológicos. Territoriais. Econômicos. Recursos naturais.
  • 3. - Os conflitos podem ser: Externos: quando envolvem disputas entre dois ou mais países. Internos: quando envolvem disputas entre grupos que pertencem a um único país.
  • 4. Os principais conflitos mundiais da atualidade são: A questão do ORIENTE MÉDIO. O TERRORISMO EUROPEU. O NARCOTRÁFICO NA AMÉRICA DO SUL. OS CONFLITOS AFRICANOS.
  • 5. O ORIENTE MÉDIO
  • 6. A Bíblia diz que Abraão gerou um filho, Isaac. Além de Isaac, gerou um filho bastardo, Ismael. Isaac tornou-se o pai de todos os judeus e Ismael, o pai de todos os árabe-palestinos. Uma guerra entre dois clãs irmãos, que atravessa mais de 5.000 anos.
  • 7. 1948 – Fundação do Estado de Israel, após acordo mediado pela ONU. Os limites e os acordos sobre a distribuição territorial entre Judeus e Palestinos nunca foi totalmente respeitado e reconhecido por ambas as partes.
  • 8. Fronteiras dividindo o território entre Judeus e Palestinos já foram marcadas e remarcadas diversas vezes, e sempre que está para ocorrer um acordo de paz entre ambas as partes, os radicais de ambos os lados acabam interferindo, dando continuidade à violência.
  • 9. Interesses internacionais numa região estrategicamente situada entre três continentes, rica em petróleo, tornam as disputas ainda mais complexas.
  • 10. Questões étnico-religiosas misturam-se a questões políticas e econômicas. O fundamentalismo muçulmano age em forma de terrorismo, enquanto o capital judeu, oriundo principalmente dos Estados Unidos, financia a repressão Israelense. A violência acaba se estendendo a outros países da região, e mesmo a países distantes, porém envolvidos.
  • 11. •Alguns dos principais episódios deste conflito: •O assassinato dos atletas israelenses nas olimpíadas de Munique em 1972. •A Guerra Irã X Iraque, entre 1980 e 1990. •A Guerra do Golfo entre 1990 e 1991. •O maior atentado terrorista da história, com a destruição das torres gêmeas de Nova York e milhares de mortos em 11 de setembro de 2001.
  • 12. O TERRORISMO EUROPEU.
  • 13. Na Espanha os bascos querem independência, o ETA – Exército Separatista Basco, pratica atos terroristas, apaziguados no momento.
  • 14. Irlanda do Norte - católicos querem a separação da Inglaterra - ações terroristas do IRA – Exército Republicano Irlandês. Destaque para o trabalho humanista e político do astro do rock Bono Vox.
  • 15. O NARCOTRÁFICO NA AMÉRICA DO SUL.
  • 16. O passado colonial,o subdesenvolvimento, as ditaduras e a instabilidade política estimulou o surgimento de movimentos guerrilheiros na América do Sul
  • 17. Tais movimentos, de inspiração socialista, devido à repressão desapareceram do continente nos anos 70, exceto na Colômbia onde a guerrilha das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - aliouse ao narcotráfico
  • 18. Passagem obrigatória das ricas rotas de tráfico para a Europa, o reflexo do fortalecimento do narcotráfico na América do Sul é sentido de forma intensa no Brasil, onde se desenvolveu um Estado paralelo com base nas favelas cariocas, financiado pelo narcotráfico que investe pesado em armamentos, gerando violência constante.
  • 19. A QUESTÃO AFRICANA..
  • 20. Continente marcado pelo profundo subdesenvolvimento, pela miséria, pelo atraso político e social e recente passado colonial, na África ocorrem inúmeros conflitos, centrados principalmente em questões étnicas, guerras civis e disputas territoriais. É o maior desafio para o futuro da comunidade internacional.
  • 22. Somália: guerra civil de insurgência muçulmana. Ruanda e Burundi: guerra de etnias entre Tutsis e Hutus. E mais conflitos em Mali, Senegal, Serra Leoa, Argélia, Chade, Sudão e vários outros. Angola e Uganda: guerras civis de motivo político.